Previsto, Imprevisto ou mais que visto?

Como bons regristas e seguidores das mais normais cartilhas e ordens da vida, façamos a análise daquilo que sugere a pergunta que dá nome a este pequeno devaneio. Comecemos então por definir, sendo que queremos definir três tão interligadas ideias, como o podemos fazer de forma a não influenciar nenhuma com a outra?

Diria para mim que o primeiro será a antítese do segundo e o excesso do terceiro, mas talvez esteja a incorrer numa falaciosa ou tendenciosa ideia criada de forma, digamos pouco normal.

Diria pois que o previsto, definido sem ser com base nos restantes dois, não será nada mais, nada menos que a execução total e limitada daquilo que planeamos. Muito linear e superficialmente será correcto e podemos dar como definido o nosso previsto.

De seguida, o imprevisto, será nada mais que a execução daquilo que planeamos, com a nuance de que pelo meio será introduzido um problema, a alteração, algo que surgirá, sem aviso prévio, nem que tenha sido englobado em qualquer pensamento.

O mais visto será pois então, apenas e só aquilo que mais se vê, o que mais acontece, o que terá maior probabilidade efectiva de realmente ser visto.

Perguntarão então qual a relação entre estas três expressões, ao passo que responderei que as primeiras duas são óbvias e já referidas e, as não referidas, neste caso todas entre si, podem não ser óbvias, mas lá chegaremos.

Pensando em termos práticos, posso determinar certo objectivo na minha mente, estamos de acordo que sim, posso executar esse objectivo e chegar ao fim, concluí-lo, com distinção, seria pois o previsto, concluí-lo, mas tendo diversos problemas, seria então o imprevisto.

E o mais visto? Será que não seria apenas o conjunto dos dados estatisticos e a afirmação consensual que se tal ocorreu muito mais vezes que não tal, então estávamos perante o mais visto?

Será justo reduzir tudo apenas a meros dados obtidos pela simples confirmação de feito, bem feito ou mal feito?

Se respondeu a esta pergunta, então deixe-me que diga que pode ocorrer num erro crasso, pois em nenhum lado foi definido o que era ou é o mais visto. Mas pode estar redondamente correcto, isto se tomar a acepção conjunta do conjunto conjugado das palavras.

Neste momento já consegui confundir mentes suficientes, tudo em prol do que possa dizer a seguir. Afinal, qual a legitimidade de imediatamente depois deste parágrafo me dizer que o que digo é certo ou errado, se o que eu disse foi dizer nada e apenas dizer o que pode tanto estar correcto, como errado?

Poderia continuar, mas o previsto era acabar aqui, no entanto surgiu-me um imprevisto, que foi não saber como definir o mais visto! E então que fiz eu? Fiz o que pude, tentei resolver e cheguei ao ponto previsto, resolvendo o imprevisto, mas chegando ao que previra. Afinal não será isto o mais visto?

Página do caderno de 9 de Dezembro de 2013

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