Carta aos novos fitados de Electrotécnica

Caros colegas

Escrevo-vos neste espaço que será certamente curto, mas que farei comprido, com alguma dificuldade e gosto, aquilo que enquanto veterano, doutor, caloiro, amigo, colega ou conhecido vos posso transmitir e dar de melhor para enriquecer e enaltecer todo este momento enorme que é ser-se Novo Fitado da Universidade de Coimbra.

Certamente se lembrarão do dia em que chegaram para as primeiras aulas no DEEC. Alguém vos terá dito que naquela segunda-feira de início de aulas teriam de estar na vossa “nova casa” bem cedo, preparados para trabalhar duro e começar uma nova etapa da vossa vida, deixar os maus hábitos do secundário fácil e que se fazia com problemas menores, para arcar com o Ensino Superior, que vos traria dores de cabeça sem fim, noites mal dormidas, muita cafeína ingerida, enfim… o que ninguém vos disse é que naquela manhã e naquele primeiro dia, nada disso seria ainda verdade!

Começaram por chegar os mais cumpridores, foram chegando aqueles que adiam o despertador e a meio do dia chegaram os crónicos cabeças-no-ar. Conforme chegaram foram dando de caras com um grupo de Doutores, todos eles trajados a rigor, todos eles prontos para vos fazer as praxes do costume, ensinar-vos os cânticos da praxe, puxar por vós até à exaustão, mostrar-vos o outro lado da Vida Académica, o lado por que Coimbra é tão apreciada por tantos e tão invejada por outros. Como se não bastasse, os mesmos doutores estavam dispostos a ser vossos amigos, vossos colegas, companheiros de uma cadeira que ficou para trás por qualquer razão, ou amigos para a vida porque se encontraram num qualquer final de tarde no Bar da Associação e desde aí partiram e repartiram momentos, histórias, segredos que simplesmente vão levar consigo para o resto da vida.

Naquele dia em que vocês todos chegaram, eu era um dos doutores que lá estava. Provavelmente encarei-vos com má cara, fui rude, tentei mostrar-vos que tinham de chegar e que tinham de trabalhar para merecem a confiança dos outros, no fim poderiam desfrutar dela a vosso belo prazer. Foi justamente isso que aconteceu!

Espero que no futuro sejam vocês a fazê-lo, sejam vocês a passar essa mensagem, sejam vocês a ter a oportunidade honrosa de estar a escrever um texto para a plaquete e para marcar um momento que é grandioso para todos, quer para vós que são agora os mentores do vosso Carro da Queima das Fitas, quer para aqueles que são finalistas e vão embora em breve, ou até para aqueles que chegaram agora e vão envergar pela primeira vez a capa e batina, sem esquecer claro os grelados que em breve estarão na vossa posição.

Não me alongo mais e como fui posto sobre uma DEECtadura e não tinha como fugir destas palavras, resta-me dizer-vos que são talvez uma das melhores gerações que já tive a oportunidade de conhecer desde que me lembro de estar no DEEC e espero que façam jus disso para todo o sempre, no entanto saibam sempre ver quando acaba uma DEECtadura e começa outra, só assim conseguirão ter sucesso na vossa vida!

Agora despeço-me, espero que façam elevar as fitas azuis e brancas bem alto durante o cortejo, espero que se façam ouvir como sempre vos ensinámos, espero que continuem a prezar esta grande família que é Electro e que somos todos nós!

Um grande abraço deste vosso veterano e amigo acima de tudo.

Carta escrita para o dia 11 de Maio de 2014, dia do cortejo dos Novos Fitados de Engª Electrotécnica e de Computadores

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