Escrever ontem, hoje e amanhã!

Voltei a escrever! Sim, voltei mesmo a escrever de raiz, no caderno, nas páginas, poucas que ainda estão em branco. Não escrevo porque me pedem, muito menos escrevo porque tenho a obrigação de escrever, simplesmente escrevo quando sinto uma força maior, um motivo interior, um pensamento menos comum, um arrepio na alma que vai até à caixinha onde está guardado o lápis e a folha e, automaticamente me força a levantar, pegar neles e escrever, linhas sem fim, textos sem nexo, apenas escrevendo o debitar de palavras que me passam na frente dos olhos, ou no interior da imaginação.

Escrevo porque quero, porque me apetece, porque o quero fazer agora e não quis ontem, nem amanhã, quis hoje e agora, escrevo regularmente, mas sem a pressão de cumprir com o dia e hora como se isto fosse um contrato, como se fosse algo adquirido que acontece porque assim está determinado, mas isto não é assim. A escrita depende de tudo, a imaginação depende da imaginação e não da estipulação de datas e horas para que nela passe aquele pedaço de letras e pontos que juntos fazem uma frase e que juntas fazem um texto.

Muitas vezes me pediram para forçar a imaginação a andar para a frente, tantas vezes quanto me pediram, tantas quanto saiu tudo mal. A imaginação quer-se livre e espontânea, feita do que aparece, do que ocorre, do que se sente, do que se vê, do que o teu mais intimo e criativo quer deitar para o outro lado, para este lado, para o lado de fora! Sempre que me pediram para usar a imaginação quando não estava imaginativo, a criação acabou por ser um pedaço de papelão, semelhante àqueles cartazes de vendedores ambulantes de borda de estrada que dizem “Há Cerejas”. Desculpem-me os vendedores de borda da estrada, mas até eles nesse cartão fazem melhor serviço que eu sem imaginação nem vontade de criar algo tão bom e transcendente que seja visionado por dezenas ou centenas de pessoas, como o é o cartão dos vendedores.

Deixe-se que a imaginação, o pensamento, a criatividade, tudo o que é interior e intrínseco a quem usa tais argumentos para exprimir tudo o que pensa, seja livre e espontâneo, caso contrário o que irão ler não é uma página do caderno, seja do amarelo, ou do rascunho de qualquer escritor desse mundo fora, será apenas um papel, como aqueles talões do multibanco, que muita gente olha, mas depressa esmaga e coloca no lixo, simplesmente porque não têm interesse!

Continuarei a escrever, livre e feliz, nos dias que a imaginação corra, a criatividade crie e que o meu eu queira fazê-lo, como um gesto dedicado, de alguém que quer fazer o que gosta, porque gosta, quando gosta.

Página do caderno de 28/07/2015

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